I don't know how to begin.
Um novo começo é por vezes a forma mais simpática que ela usa, para justificar actos falhados ou fins inacabados cheios de passados por onde vai desistindo, desistindo. Começar de novo era para ela um momento infinitamente mais prazeroso do que a angustia de manter. Quando começamos o sangue é mais vivo, as palavras mais fortes, as vontades mais cheias de guerra. Quando começamos de novo, tudo é a possibilidade, algumas vezes de falhar, mas abre-se em nós também, uma vontade significativa de poder vencer ou encontrar o que se procura. Ela dizia que quando abrimos a boca, os olhos, e o nariz para inspirarmos novos começos há sempre mais verdade na possibilidade, e mais ilusão em não cair na frustração. Um novo Começo, significava para ela desistir de um fim, que não teve um verdadeiro final, mas que agora se transformava numa possibilidade, num risco, numa vontade, até ao próximo começo. Nada é um fim, sim é verdade, tudo se transforma. O ciclo das verdades e mentiras, das ilusões e desilusões, da fome e da abundância, da dor e da vida, da busca e da conquista, da língua e do beijo, dos braços e dos abraços, dos corpos e do amor, da morte e da alma, é um ciclo que começa e não acaba, mas que começa novamente.
Sem comentários:
Enviar um comentário