O desejo acende-se de ilha em ilha
Quando a luz declina
Tenho a sensação
De com os pés nus
Caminhar de ti em ti
Até ao centro de mim.
Mesmo sabendo
Que o meu centro
É o meio entre qualquer coisa
E as minhas fantasias,
Desenha um muro alto entre as nossas bocas.
As
No
ssas
Bocas.
E
Um
mu
ro
Alto.
Os muros são ordens cruas
Sempre demasiados
muros
A taparem
A vista.
Vês os Vultos,
Reconheces a língua
Mas quando a luz declina
Continua a mesma sensação.
Os meus sapatos
Trocam-me os passos.
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