segunda-feira


As Bordadeiras



Há doces lembranças, nos sonhos. Há também outras lembranças que são as esperanças e estas últimas lembranças multiplicam as possibilidades, onde tudo acontece. Onde nada acontece. Entre as primeiras e as últimas lembranças há um intervalo doloroso, entre aquilo que em mãos conseguimos agarrar, e outras coisas, que por entre os dedos deixamos escapar. Há nos resíduos memoriais, pontas de fragilidade a arquearem-se. Tristes são os amantes que não se permitem amar, tamanho peso, esse, o das lembranças, pássaros a corromper um amor, quem sabe maior. Há muitas coisas no fundo para além das estórias que se chamam lembranças. Há os sonhos, bordados.

Sem comentários:

Enviar um comentário