terça-feira


Countdown






Countdown unless you're juvenile let's go
God bless your miss somewhere
We're sick for the big sun
It doesn't matter what you did
And if you did it like you been told

True and everlasting that's what you want
True and everlasting that's what you want

Don't say no your breakfast tears are gone
Resist or let go, you're borderline withdrawn
Down, unlit from the bottom there is a misfit
Better than it looks, better than it looks
Better than it looks, better than it looks

We're sick, sick, sick, sick, sick,
sick, sick, sick, sick, sick, sick
We're sick for the big sun
We rumble and trip, trip, trip, trip, trip, trip, trip
I realize that too

Hear the lonesome bell, is this knowledge?
Ask forgiveness you know somewhere
You're fixed to an atom
It doesn't matter what you did
And if you did it right let's go

Cruel and everlasting that's what you want
Cruel and everlasting that's what you want

Don't say no your breakfast tears are gone
Do you remember when 21 years was old?
Down unlit does it matters that you care the less?
Better than it looks, better than it looks
Better than it looks, better than it looks

We're sick, sick, sick, sick, sick,
sick, sick, sick, sick, sick, sick
We're sick for the big sun
We rumble and trip, trip, trip, trip, trip, trip, trip
I realize that too

True and everlasting, it didn't last that long...
We're the lonesome, we're the lonesome yell
True and everlasting, it didn't last that long

True and everlasting, it didn't last that long...
We're the lonesome, we're the lonesome yell
True and everlasting, it didn't last that long
We're the lonesome, we're the lonesome

quinta-feira

Quando chegou a casa, encontrou a porta aberta, tudo antevia que ele estaria do lado de dentro. Trazia consigo uma mala pesadíssima e um cheiro de cansaço acumulado pelo corpo. Não o procurou. Nessa noite sonhou.

Ela: Ainda há instantes, procurei-te pela cidade, fui encontrar-te na minha pele.

Ele: E se esperasses por mim?

Ela: A cidade é pequena para nós. O tempo é muito lento, demasiado lento. É insuportável o tempo.

Ele: O amor excede todos os tempos.

Ela: O meu tempo é esta mala que trago comigo, no seu interior estive excessivamente apaixonada pela violência dos meus sentimentos, hipnotizada pelos meus vícios, prisioneira pela ideia do amor, e nunca pelo que de facto tive. A ideia do amor, essa não excede tempos, sacia momentaneamente vontades.

Ele: quem esteve naquela cidade, nenhuma outra lhe parecerá tão bela. Não te consigo dizer coisas bonitas.

Ela: Quando começares a tua viagem, todas as outras cidades se assemelharão a ela, abrem-se as vias para a delicadeza.

A relva fresca, as nossas sombras por ali deitadas, a olhar o céu e a sua escuridão alta.

Ele: qual é o tempo de vida de uma estrela?

Ela: o tempo que demora a perder a sua luminosidade.







meu amor o tempo somos nós.

terça-feira

You and me
Are the world
She said
Nothing else is real
The two of us
Is all there is
The rest
Is just a dream

And her heart
May be broken
A hundred times
But the hurt will
never destroy
Her hope…

The happy ever after girl
One day finds the perfect boy

sexta-feira

As sensações são mundos a escorrer pelo chão e a engolir toda a cidade. As sensações sobrevivem da vontade de lamber todos os seus cantos e lambuzar a vida. És uma cidade. És também a noite dessa cidade, os feixes de luz que se ateiam e varrem, aqui e lá.

O teu peito parece-me branco porque é débil e cativante e não há debilidade que não queira ser mais forte. Quando achares que a ausência das coisas pode matar, tenta renascer aos poucos nesse instante.

As sensações tal como as palavras existem no nosso pescoço a percorrer-nos o corpo, a cheirar a pele, e na encruzilhada entre a sua origem e morte há uma fracção de possibilidade. Suspende esse momento até que morra e nasça novamente.

Há fins que não queríamos que fossem nossos, porque quando vivemos daquilo que podia ter sido, vivemos no abstracto e viver nesse sítio é vivermos embrulhados nos fantasmas. Gasta-se o poder de imaginar. Aquilo que foi nosso, converte-se em nós.

Não é a morte que queremos, mas também não é a vida… queremos aquilo que brilha, aquela coisa encantadora que não se compreende verbalmente. Desdobramo-nos nas buscas, perdemo-nos na infantilidade rítmica dos sentimentos e desejos. Queremos a vida a brotar das bocas e um conforto familiar.

Esta noite, poder-te – ia dizer que o amor é uma forma de loucura, na névoa em que queremos delirar, sumir-me-ia nessa névoa. Há quem adoeça com a intolerância dessa felicidade, essa, não é mais que um fabrico artesanal. Certo é reconhecer as suas miragens, respirar na sombra e percorrer as ruas contra o sol, em direcção a nós mesmos.

Agora o amor dela, são as suas palavras, com vontade de tocar os erros, com as pontas dos dedos. Sabe bem do hábito do silêncio, mas na palpitação musical, deixa-se levar.

terça-feira

Uma colher de coisas.

Deixaste – te crescer na facilidade angelical, como jamais previsses os danos colaterais do sonho, daí a fatalidade da tua resistência agora. Presumiste, inocentemente, que tudo o que pudesses conceber em palavras escritas ou ditas, pudesse ser imediatamente ultrapassado. E a verdade é que no caminho entre as cidades e ilhas corre um rio que nos empurra, somos atraídos pela ideia de que livres, podemos decidir. Foi a renúncia à miragem da felicidade que te fez uma combatente aguerrida, mas triste. No entanto, o impulso de conservares em ti a possibilidade de seres muito, torna-te menina sozinha, nos momentos em que com alguém, és meramente acompanhada. A noção de necessidade tornou-te mais frágil e com ela a consciência de que és prisioneira dos pequenos mitos encerrados no depósito das tuas experiências, das recordações. E depois é vê-las deambular sem ordem, no seguimento dos teus dias. Manifestas a vontade de te regenerares, embora todas as outras instâncias influenciem o decurso. Digamos que confessar os teus sonhos, não é realizá-los. Reconhecer as tuas estruturas não é compreendê-las. Só nos permite saber o quão limitados nós somos.

A propósito de uma das outras mortes

Ela cresceu a congeminar a hipótese de assinalar a sua morte. E ao seu vigésimo oitavo aniversário queria finalmente morrer em paz. Decretou por quem se apaixonaria, dispôs as suas fragilidades a quem deveria, foi condenada, foi libertada, foi ousada, sonhou uma casa num barco, um amante audaz, um lago tranquilo, uma ilha, perdeu-se, não se encontrou, soube muitas coisas, não soube a ordem. Escolheria atempadamente quem no seu funeral estaria, anteciparia o envio dos convites, revelaria a data e o local. Contudo, a fatalidade da morte dependeria da fatalidade do amor. Não é nada fácil morrer hoje em dia.