segunda-feira

Her Natural Disaster



Quando a sede volta

E a água apenas mancha,
Fica uma vontade por concretizar.
Na garganta abre -se um novo silêncio
E fica à espera de poder gritar.

Às vezes decide morrer
Com vontade de nascer.

A cortina de ventos,
A baloiçar no quarto,
Os mesmos objectos
Nos mesmos sítios…

Às vezes decide morrer
Com vontade de nascer

Dentro dela um fogo
Não pára de rasgar,
E por fora ao abrigo da convenção
Parece que tem tão pouco para dar.

Às vezes decide morrer
Com vontade de acabar,
O corpo encontra a concavidade
Onde está o grito
E na garganta seca
procura a vontade para chorar.

Sol.Chuva. há dias.

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