As sensações são mundos a escorrer pelo chão e a engolir toda a cidade. As sensações sobrevivem da vontade de lamber todos os seus cantos e lambuzar a vida. És uma cidade. És também a noite dessa cidade, os feixes de luz que se ateiam e varrem, aqui e lá.
O teu peito parece-me branco porque é débil e cativante e não há debilidade que não queira ser mais forte. Quando achares que a ausência das coisas pode matar, tenta renascer aos poucos nesse instante.
As sensações tal como as palavras existem no nosso pescoço a percorrer-nos o corpo, a cheirar a pele, e na encruzilhada entre a sua origem e morte há uma fracção de possibilidade. Suspende esse momento até que morra e nasça novamente.
Há fins que não queríamos que fossem nossos, porque quando vivemos daquilo que podia ter sido, vivemos no abstracto e viver nesse sítio é vivermos embrulhados nos fantasmas. Gasta-se o poder de imaginar. Aquilo que foi nosso, converte-se em nós.
Não é a morte que queremos, mas também não é a vida… queremos aquilo que brilha, aquela coisa encantadora que não se compreende verbalmente. Desdobramo-nos nas buscas, perdemo-nos na infantilidade rítmica dos sentimentos e desejos. Queremos a vida a brotar das bocas e um conforto familiar.
Esta noite, poder-te – ia dizer que o amor é uma forma de loucura, na névoa em que queremos delirar, sumir-me-ia nessa névoa. Há quem adoeça com a intolerância dessa felicidade, essa, não é mais que um fabrico artesanal. Certo é reconhecer as suas miragens, respirar na sombra e percorrer as ruas contra o sol, em direcção a nós mesmos.
Agora o amor dela, são as suas palavras, com vontade de tocar os erros, com as pontas dos dedos. Sabe bem do hábito do silêncio, mas na palpitação musical, deixa-se levar.
O teu peito parece-me branco porque é débil e cativante e não há debilidade que não queira ser mais forte. Quando achares que a ausência das coisas pode matar, tenta renascer aos poucos nesse instante.
As sensações tal como as palavras existem no nosso pescoço a percorrer-nos o corpo, a cheirar a pele, e na encruzilhada entre a sua origem e morte há uma fracção de possibilidade. Suspende esse momento até que morra e nasça novamente.
Há fins que não queríamos que fossem nossos, porque quando vivemos daquilo que podia ter sido, vivemos no abstracto e viver nesse sítio é vivermos embrulhados nos fantasmas. Gasta-se o poder de imaginar. Aquilo que foi nosso, converte-se em nós.
Não é a morte que queremos, mas também não é a vida… queremos aquilo que brilha, aquela coisa encantadora que não se compreende verbalmente. Desdobramo-nos nas buscas, perdemo-nos na infantilidade rítmica dos sentimentos e desejos. Queremos a vida a brotar das bocas e um conforto familiar.
Esta noite, poder-te – ia dizer que o amor é uma forma de loucura, na névoa em que queremos delirar, sumir-me-ia nessa névoa. Há quem adoeça com a intolerância dessa felicidade, essa, não é mais que um fabrico artesanal. Certo é reconhecer as suas miragens, respirar na sombra e percorrer as ruas contra o sol, em direcção a nós mesmos.
Agora o amor dela, são as suas palavras, com vontade de tocar os erros, com as pontas dos dedos. Sabe bem do hábito do silêncio, mas na palpitação musical, deixa-se levar.
gostei muito!
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