terça-feira

A propósito de uma das outras mortes

Ela cresceu a congeminar a hipótese de assinalar a sua morte. E ao seu vigésimo oitavo aniversário queria finalmente morrer em paz. Decretou por quem se apaixonaria, dispôs as suas fragilidades a quem deveria, foi condenada, foi libertada, foi ousada, sonhou uma casa num barco, um amante audaz, um lago tranquilo, uma ilha, perdeu-se, não se encontrou, soube muitas coisas, não soube a ordem. Escolheria atempadamente quem no seu funeral estaria, anteciparia o envio dos convites, revelaria a data e o local. Contudo, a fatalidade da morte dependeria da fatalidade do amor. Não é nada fácil morrer hoje em dia.

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